quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O ASSASSINO



Minha vida pacata e calma

No desenrolar dela aprendi,

Com este corpo unido à alma

Neste mundo apenas sobrevivi.



Passei por vários momentos

Fui plebeu, fui rico, fui pobre,

Enfrentei bonanças e tormentos

Mantendo-me  fiel sempre nobre.



Vivi austero todo meu cotidiano

A cada novo dia matando  um leão,

Vai passando  dia, passando ano

Veio aposentadoria, uma premiação.



Dai sem ter mais nada pra fazer

Só me resta seguir meu destino,

Matando o tempo pra não morrer

Me transformei  n`um assassino.



        “assassino do tempo”

                José Coelho







Um comentário:

  1. Há que se matar é o corpo, em sentido de vivificar o espírito!

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