domingo, 19 de fevereiro de 2012

UM CORPO E DUAS ALMAS





Corpo franzino quase menino

No almejar de seu querer,

Gostando de uma jovem alma

Alma menina, alma mulher.



O corpo se unindo à alma

Vivendo um sonho a dois,

Aparentando uma vida calma

 Fazendo planos pra depois.



No decorrer de seus dias

Na monotonia de seu viver,

Eis que surge uma outra alma

Sofrendo e fazendo  sofrer.



Era um corpo com duas almas

Vivendo na confusão,

Passando dias e horas

Dividindo seu coração.



O confronto das  duas almas

Transformou o curso da vida,

Passando de uma vida calma 

A outra quase perdida.



Cada alma tomou seu rumo

Com os laços virando nós,

Vivendo este corpo sem alma

E as almas vivendo a sós.



Hoje uma alma já partiu

A outra vive a liberdade,

Vive hoje o corpo sem alma

Adotado pela humanidade.



Sem saber de onde veio

Nem pra onde irá também,

Vive este corpo sem alma

Nos braços de outro alguém.  


                J.  Coelho

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